Os serviços de telecomunicações alcançaram 247,4 milhões de clientes no Brasil ao final de junho, incluindo telefonia fixa, celular, banda larga e TV por assinatura. Os números integram o balanço setorial produzido pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) em parceria com a consultoria Teleco. De acordo com o relatório, de janeiro a junho deste ano 13 milhões de novos clientes dos serviços de telecomunicações entraram no mercado, com crescimento de 5,5% sobre a base de usuários de dezembro do ano passado, que era de 234,4 milhões de clientes.
A telefonia móvel continua sendo o segmento com o maior desempenho em números absolutos. No acumulado do ano, 11,1 milhões de celulares foram habilitados, chegando a um total de 185,1 milhões de clientes. A elevação registrada no semestre foi de 6,4% em relação a dezembro de 2009. O balanço mostra ainda que a densidade dos serviços de telefonia móvel chegou a 96%.
O segmento de TV por assinatura mantém a tendência de alta registrada após a entrada das prestadoras de telecomunicações neste mercado, com crescimento de 12% sobre os números registrados em dezembro de 2009. Nos últimos 12 meses a ampliação foi de 23,9%, atingindo 8,4 milhões de clientes ao final de junho. A telefonia fixa, por sua vez, fechou o primeiro semestre de 2010 com 41,6 milhões de clientes.
Na banda larga eram 26,1 milhões de assinantes ao final do primeiro semestre, com crescimento de 42% em relação a dezembro de 2009. De janeiro a junho, foram ativados 7,7 milhões de novas conexões. Nesse período, a banda larga fixa passou de 11,4 milhões de acessos para 12,2 milhões. Já na banda larga móvel, o número de celulares de terceira geração (3G) saltou de 4,3 milhões para 10,4 milhões e o total de modems de acesso à internet subiu de 2,7 milhões para 3,5 milhões.
Carga tributária e investimentos
O setor apurou uma receita operacional bruta de R$ 92,2 bilhões de janeiro a junho, com crescimento de 5,2% em relação aos R$ 87,6 bilhões de igual período do ano passado. A arrecadação de tributos recolhidos aos cofres públicos pelas prestadoras de telefonia fixa e móvel alcançou R$ 21,3 bilhões no semestre, valor equivalente a 43,2% da receita operacional líquida do período, de R$ 49,2 bilhões.
Esse percentual confirma que o usuário dos serviços de telecomunicações no Brasil paga uma das maiores cargas tributárias do mundo. Só de ICMS foram R$ 13,9 bilhões arrecadados de janeiro a junho deste ano, o que representou 11,1 % do valor arrecadado pelos governos estaduais no período com este imposto.
Nos seis primeiros meses do ano, as prestadoras investiram um total de R$ 5,1 bilhões na expansão, modernização e melhoria da qualidade dos serviços. Desde 1998, ano da privatização das telecomunicações no Brasil, os investimentos totais do setor somaram R$ 182,1 bilhões, sem contar os R$ 37,6 bilhões aplicados, de 1997 a 2008, na aquisição de outorgas para a prestação dos serviços.